sexta-feira, 13 de maio de 2016

HINO ÀS DIVAS DO FADO


Vós que encantais os corações e os espíritos
Que em consciência ampliada
Propagais a Alma de Portugal
E preparais o regresso do Encoberto
Em cada um de nós

Deusas carnais de vozes celestes
Que manifestais a Saudade
Com algumas notas e palavras
Arrancadas à banalidade como ao sublime

Vós levais às seis direcções
A palavra antiga em falas novas
Vós despetais os povos adormecidos
Ao abrasar seus espíritos livres
Fechados em absurdas contingências

Vós trazeis a Luz na obscuridade
Silêncio no baralho
Tranquilidade no seio do furor

Vós curais os corações e Almas
Vós reconciliais os seres consigo próprios
Vós chamai-os de novo à sua verdadeira natureza

Estendidas entre Terra e Céu
Vós abri-nos o caminho
Os vossos corpos e as vossas vozes
Tornam-se pontes
A fim de que o Tejo do Espírito
Não mais seja obstáculo, antes caminho
Rumo ao oceano infinito da SAUDADE DO DESEJADO.


Poema dedicado a Kátia Guerreiro  (Do Livro Hinário ao Rei Encoberto, de Rémi Boyer)


Fiquem na minha Paz

EU SOU A VOZ DO CORAÇÃO

EU SOU

MARLIZ

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